-Atchim!
Que ótimo, um ataque de espirros bem no meio da livraria...
-Saúde!
Eu escuto uma voz masculina que veio do nada.
Olho ao redor, ninguém. Devo ter imaginado. A única pessoa que me diria saúde depois de ter espirrado no meio de um monte de estranhos é minha irmã, mas não disse.
-Atchim!
Mais um...
-Saúde!
De novo, olho a redor, não vejo ninguém, caminho em direção a porta com minha irmã ao lado.
-Ele te disse saúde duas vezes!
-Eu ouvi, mas quem foi?
Olho para trás pensado que seria um cara meio tarado e cheio de segundas intenções, mas penso por um momento e percebo que a voz da minha irmã não me diz isso.
Viro a cabeça e vejo um garoto de óculos me encarando. Envergonho-me dos meus pensamentos. Digo obrigada e abro um sorriso de vergonha e gratidão.
Era um garoto com sindrome de down. Creio que ele estava esperando que eu agradecesse. Seus pais devem ter lhe dado uma boa educação... A minha, por outro lado, parece estar cada dia pior.
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