terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sobre o trabalho

Não, as pessoas não são obrigadas a gostar de mim.
É o que digo a mim mesma sempre que escuto um tom de chateação do outro lado da linha. Um resposta mal-criada. Um vira a cabeça pro outro lado quando eu sorrio para dar bom dia.
Não são obrigadas, assim como eu não gosto de muitas pessoas.
Mas, é o local de trabalho, as pessoas não estão lá para serem melhores amigas, combinar os fins de semana, fofocar. Estão lá para trabalhar, simples assim.
Bom, não tão simples. Aparentemente até para isso você precisa de algumas habilidades socias.

Há uma pessoa no meu departamento que nunca falou comigo. Nunca! Nem um bom dia pelo corredor.
Coisa que nunca me incomodou até que eu comecei a ser obrigada a interagir com ela em prol da empresa.
A sensação de desprezo é tão grande que começou a ser insuportável.
A cada menção do nome dele meu estômago revira, o ódio domina a minha serenidade.
Por que eu preciso cuidar dos assuntos de uma pessoa que nem se dá o trabalho de responder meus emails?
Por que uma pessoa que já escolheu sua secretária pessoal precisa do meu suporte?
Claro que meu chefe não sabe disso. Não tenho porque levar um assunto tão pessoal até ele.
Mas já virei e revirei meu cérebro em busca de qualquer coisa que me ajude a lembrar porque esse infeliz me ignora dessa forma e não achei um motivo.
Não sou, claro, a pessoa mais simpática de lá e muito menos a mais carismática. Mas, também não sou a mais burra e a mais estúpida.
Ok, vou dizer que isso é racismo.
Só me resta essa conclusão, já que ele não parece ter problemas em falar com outros seres humanos, outras mulheres e nem outras mulheres jovens.
Só pode ser porque eu sou japonesa.

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